Publicado por: Duarte | 9 Junho, 2004

A Alternância nas Direcções Partidárias

Após leitura do conteúdo do “site” de João Breia na internet (joaobreia.com), enviei-lhe a seguinte mensagem:

João Breia

A Renovação dos órgãos de Direcção Partidária, em Partidos Democráticos é uma prática determinante para o reforço da sua implantação na sociedade, sendo a alternância uma das modalidades mais salutares, porque assume que os que perderam não são votados ao ostracismo.

Parabéns João Breia pela coragem de assumires este projecto de Renovação da Comissão Política Concelhia que, como o declaraste publicamente, a sair vencedora, garantirá que o Presidente Manuel Varges continuará a assumir a Presidência da Câmara de Odivelas”.

Pretendi destacar três questões relacionadas  com as próximas eleições para Presidente da Comissão Política Concelhia de Odivelas do Partido Socialista.

A Primeira, a de que a Renovação dos órgãos partidários deverá ter papel determinante nas estratégias internas de qualquer partido democrático, pois só deste modo será possível que os novos quadros partidários iniciem, de forma progressiva, um processo de aprendizagem da função de liderança e exercício do poder.

A Renovação permite, ainda, ir seleccionando os melhores, os mais inovadores, os mais competentes, num processo natural de gerar líderes e quadros qualificados em partidos democráticos, que virão a ser a base de recrutamento dos partidos para, em seu nome, exercerem funções nos órgãos da Administração Central, Regional e Local, assim como tornarem-se dirigentes e gestores, nas estruturas da Economia Social (Cooperativas, Mútuas, IPSS,  Misericórdias, Associações de Bombeiros, Colectividades, etc.).

A Segunda questão destaca a alternância de dirigentes partidários como uma das modalidades mais salutares de renovação das ideias e deve ser encarada sem traumas, porque perder hoje uma eleição para um órgão que já se dirige, não é impeditivo de que amanhã se volte a ganhar ou seja, quem perder não vai ser estigmatizado ou votado ao ostracismo.

Desde que os seus projectos e comportamentos voltem a ser reconhecidos pelas bases, em próximos actos eleitorais, terá oportunidade de ser votado e voltar a ganhar.

 É imperioso que esta seja a postura em qualquer partido que se identifique com os valores democráticos, claramente expressos na nossa Constituição.

A Terceira questão é mais imediatista e tem directamente a ver com o acto eleitoral que se realiza no dia 25 de Junho para a Comissão Política Concelhia de Odivelas do Partido Socialista.

São conhecidas as posições públicas dos dois candidatos e dos seus apoiantes, quanto aos reflexos deste acto na escolha do candidato do Partido Socialista para a Presidência da Câmara de Odivelas, nas próximas eleições autárquicas.

Para João Breia, o candidato natural do PS à Câmara de Odivelas é o actual Presidente Manuel Varges pois, como refere, a imagem positiva de Manuel Varges entre a população do Concelho, pelo trabalho qualificado que desenvolveu, no período de instalação do Município e agora no seu primeiro mandato como Presidente da Câmara, tem-no como uma referência para os Socialistas.

É identificado como um homem de trabalho e de causas, que respeita e é respeitado pelas pessoas e instituições, promovendo o diálogo e consenso entre todas as forças políticas e por estar na base das profundas transformações que este novo Município teve, nos últimos 5 anos.

É importante referir que os 2 primeiros anos foram para elaborar projectos e instalar o Município.

Os odivelenses ainda se recordam que antes da criação do Município passavam-se anos sem que se observassem alterações significativas ou estruturantes, neste território.

O Presidente Manuel Varges tem tido papel de liderança neste processo de desenvolvimento e o mérito de João Breia é o de reconhecer esta realidade, interpretando desta forma a vontade e o desejo de muitos odivelenses.

Na outra candidatura, não é conhecida a personalidade que irão apresentar para candidato à Câmara nas próximas eleições autárquicas mas, pelas críticas públicas e injustas que tem feito a Manuel Varges, é evidente que este não é o seu candidato, pelo que é importante conhecer a sua proposta.

Para além dos programas, as pessoas, o seu perfil e posturas no passado e no presente, são fundamentais para as decisões dos cidadãos, motivando ou desmotivando a sua vontade de votar.

A serenidade e ponderação manifestada pela candidatura de João Breia, bem como do seu mandatário, o Presidente Manuel Varges e dos muitos apoios declarados, desde o mais simples militante até às figuras importantes do partido no Concelho, são condição básica para o objectivo que se propôs concretizar, de “renovar a concelhia” e “devolver o partido aos militantes“.

O funcionamento da democracia dentro dos partidos é condição determinante para o respeito que merecem os seus militantes, e a sua credibilidade perante os cidadãos em geral.

Estou certo que o PS, em Odivelas, saberá demonstrar esta vontade de renovação e alternância  no próximo dia 25 de Junho.

Advertisements

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Categorias

%d bloggers like this: