Publicado por: Duarte | 24 Fevereiro, 2010

Estará o País a voltar aos tempos da “Bufaria” ?

Publiquei recentemente um texto sobre a crise na Comunicação Social, onde concluía que os seus graves problemas financeiros resultavam de uma redução do número de exemplares que vendiam, e esta redução tinha origem no descrédito de certo tipo de jornalismo, de âmbito nacional, que procurava vender jornais na base do pessimismo, do empolamento das desgraças alheias, de factos negativos da sociedade e da devassa da vida privada, gerando grande stress nos leitores, omitindo os aspectos positivos porque estes, na sua opinião, não vendem jornais.

Vêm agora alguns órgãos da Comunicação Social pretender passar a mensagem de que há falta de liberdade de imprensa, alegando que o Primeiro-ministro critica os jornalistas pelas acusações que lhe fazem. Acusações que não provam, indo já na quarta campanha com contornos nitidamente político/partidários.

É caso para lembrar a 1ª República, quando a imprensa conservadora e monárquica fazia eco das forças políticas mais obscurantistas, queixando-se, infundadamente, da existência de uma numerosa polícia do regime republicano, que foi parte da base de criação da GNR, a quem designavam de “formiga Branca” mas que, logo que instalaram a ditadura de Salazar não mais fizeram tais referências à sinistra Polícia Politica do regime (PVDE mais tarde designada de PIDE), com o seu rol de crimes, suportada por uma legião de bufos.

O actual Bastonário da Ordem dos Advogado, Marinho Pinto, publicou no dia 14 deste mês, um texto que eu gostava de ter escrito, no Jornal de Notícias, intitulado “A Bufaria”, que pode ser lido aqui, que retrata e resume a triste figura que alguns jornalistas da nossa praça têm vindo a fazer, confirmando os que dizem que a História se repete, só que, para azar destes senhores, os tempos são outros e não têm que ter o mesmo desfecho.


Responses

  1. Caro Nuno,

    As voltas que a via dá!..Com que então gostaria de escrever o texto que assina o Marinho Pinto? Lá que tenha um novo “Deus” de quem é, objectivamente, um sincero devoto, é problema seu e dele, possivelmente a sua memória “varreu-se-lhe”.
    O bom do Marinho, além de mais cinco quilos por ano de mandato só ganha contornos de anti-democrata indo mesmo ao limite de se contradizer.
    Tanto diz que é bom haver muitos juristas como afirma que não há emprego para todos.
    Há dias, com a maior lata do mundo, opinava que em Londres os polícias eram todos juristas e que a sociedade só tinha a ganhar com isso, o que é verdade.
    Se o Marinho continuar no jeito que leva dentro da Ordem só a polícia o tira de lá.
    Bufaria, bufos? Não faltam, uns novos outros nem tanto.

    Cumprimentos

  2. Meu caro amigo, fico feliz por ter-me cruzado consigo na Bobadela. Subscrevo o que tem escrito! E, em breve vou ” a jogo “… por agora como comentário adianto o seguinte: – alguns gostam de compreender aquilo em que acreditam, outros, gostam de acreditar naquilo que compreendem… um grande abraço e, continue assim, porque hoje apesar de ser um tempo novo…é um tempo que precisamos de TODOS! Até breve João Morais/ Ericeira


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