Publicado por: Duarte | 16 Agosto, 2010

Os “Fretes” na Comunicação Social

Tenho publicado diversos textos sobre a Comunicação Social, criticando a forma aberta e ostensiva como alguns Jornais ou TV tudo fazem para vender jornais e audiências, mesmo falsificando dados ou fazendo leituras “criativas”, de forma a desqualificar quem exerce a acção governativa.

Outros há, que têm o mesmo comportamento mas para obter dividendos político/partidários, embora se arroguem de isentos.

Actualmente na Blogosfera estas situações são frequentemente desmontadas e já não é com facilidade que estes comportamentos, de “a voz do dono”, passam sem a pública denúncia.

Alguns ao lerem este texto dirão, “lá está este com a lenga lenga do costume, são sempre os mesmos”.

Repetindo uma frase célebre do Dr. Cunhal direi eu “Olhe que não, olhe que não”, como se poderá ver num texto que Pacheco Pereira publicou no seu Blog ABRUPTO, Sexta Feira dia 14 de Agosto, que poderá ser visto aqui, mas que eu reproduzo para facilitar:

———————————————————————–

ÍNDICE DO SITUACIONISMO (124) : FRETES

A questão do situacionismo não é de conspiração, é de respiração.
E, nalguns casos, de respiração assistida.


É de facto difícil fazer melhor, no que diz respeito a um “jornalismo” de fretes e de encomenda. Todas as pequenas mensagens desejadas, passadas sem distanciação. Fotografias encenadas, também com as mensagens certinhas. Todas as “antecipações” desejadas, a melhor forma de ter boa imprensa com base em intenções, sem o ruído do real e dos factos. “Jornalismo” de ditado, eu dito-te o que vou fazer e o que pretendo e lá vem tudo direitinho, mesmo que depois não aconteça assim, já está conseguido o efeito. Sim, porque não é apenas “antecipação” de um discurso, é o meta-discurso pretendido já encaixotado e pronto para servir. O acto “antecipado” e a leitura que se deseja.  Tudo by the book, de agência, mas não do jornalismo. E tão evidente, tão grosseiro até, que mete dó. O modo como alguns jornais, com destaque para o Expresso e o Diário de Notícias tratam Passos Coelho e o PSD no período pré-Pontal. Pode haver quem ache que isto é bom, mas isto é péssimo, quer para o jornalismo, quer para o PSD. Até os três porquinhos perceberam que as casas de papel duram pouco se o lobo mau soprar.

 

14-08-2010

 

JPP (José Pacheco Pereira)

—————————————————————————-

Para os que dizem “são sempre os mesmos” este é insuspeito, apesar de haver quem possa dizer que “JPP está a fazer um ajuste de contas” que, sendo possível, não retira o mérito ao texto e à denuncia de um jornalismo de “fretes”, que já não engana ninguém nem os três porquinhos da fábula, como refere JPP.

Advertisements

Responses

  1. Não é de hoje a manuipulação da informação. É mesmo muito anterior ao alcance do nosso conhecimento. Por exemplo, no Génesis, é mesmo a serpente que “manipula claramente os dados sobre a seriedade da maçã”.
    No reinado da censura, depois exame prévio, os exemplos de manipulação dos o.c.s. são do conhecimento de todos. Aí, as serpentes do passado deram lugar a famigerados abutres. Hoje não sei qualquer será o animal. Antes réptil, depois ave, talvez um animal terrestre. No entanto, não me parece que seja um vulgar mamífero. Arriscava dizer que se trata de um mamífero bem nosso conhecido…

    Nota: gostei do artigo.

    Miguel Ferreira

  2. Duarte Nuno, Apreciei o seu texto sobre os «fretes da comunicação social». Permita-me Caro Duarte Nuno, que recorde a falácia permanente em que a comunicação social esbraceja por obra e ordem do poder politico. Que mais pode ela fazer, se quer existir? O problema grave de milénios é o conceito em que se baseia a governação dos homens pelos homens: a trampolinice elevada a ciência. Ou seja, a base do poder é governar pelo jogo da ignorância, ele decide mas não diz porquê, quando reclamam responde ás pinguinhas com argumentos avassaladores. É que o poder tem todo o tempo e dinheiro do mundo para adquirir saber, arregimentar as melhores cabeças e assim usar a «bomba atómica» do «eu sei como é» para silenciar oposições democráticas. Portanto estamos habituados à exibição pantomineira desses saberes como justificação dos lugares que ocupam. Para mim não é novidade. E a mais evidente prova de que assim é, verifica-se no facto de a escolaridade em Portugal continuar com índices baixíssimos em comparação, por exemplo com a Finlandia ou mesmo com o RU. Conheço pessoas emigrantes no RU cujos filhos têm escola todo o dia, com pequeno almoço, almoço e lanche, e além do curriculum corrente ainda dispõem de iniciação artistica à escolha e actividades desportivas. Crianças abandonadas por pais endoidecidos por vida sem esperança aquem não foi dada oportunidade de obterem amor próprio, tendem a repetir a lamentação e revolta e auto desamor dos pais. Isto é elementar. Como mudar Portugal com pantomineiros arrogando-se estadistas? O país precisa dos jovens preparados. Sem eles não há futuro!


Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Categorias

%d bloggers like this: