Publicado por: Duarte | 30 Outubro, 2012

O Programa da Troika e a História

Muito se tem falado do Programa de Ajustamento imposto pela “troika” a Portugal, em má hora assinado por José Sócrates pois o atual governo de Passos Coelho/Paulo Portas aproveitaram-no para aprofundar os seus aspetos mais negativos, de modo a poderem concretizar o seu projeto neoliberal de capitalismo selvagem com a ajuda preciosa de Victor Gaspar do Banco norte americano Goldman Sachs, banco este envolvido nas maiores trafulhices bancárias a nível mundial como o demonstrou um inquérito do congresso dos EUA.

Os resultados desastrosos no nosso País já são visíveis:

  • desemprego galopante (450.000 em ano e meio);
  • paralisação económica do País com centenas de milhares de falências de empresas;
  • uma recessão superior a 3% prevista para 2013, ou seja um PIB inferior ao de há 15 anos;
  • um défice das contas públicas superior a 6%, este ano;
  • uma dívida pública que já tem um aumento de 19.133 milhões de euro, no 1º ano de governo;
  • degradação dos serviços de saúde e educação;
  • empobrecimento generalizado da população.

A receita que a “troika” está a aplicar no nosso País e na Europa já é conhecida e os seus efeitos desastrosos, cujo exemplo mais recente foi o da Argentina que só resolveu o problema quando o Presidente Néstor Kirchner decidiu expulsar o FMI do país.

Mas pela leitura de um texto de Fonseca-Statter no seu Blog “um outro paradigma”, verificamos que a História revela-nos que vem de longa data o início destas práticas de empobrecimento generalizado da população, por parte de governantes representantes do capital financeiro, para continuarem a auferir níveis elevados de remuneração do capital.

Do referido texto destaco uma referência à crise financeira que o México atravessou em 1981: “Um vice-presidente do Banco Mundial, Ernest Stern, contribuiu para a escalada de disparates ao declarar que «a forma como o povo e o governo do México tinham conseguido gerir a crise havia enchido o mundo de admiração». No entanto o prémio vai para o economista mexicano que se atreveu a dizer: «Financeiramente as coisas vão muito bem, mas economicamente as coisas vão muito mal!». Isso deve ter servido de consolo a população mexicana: desde 1982 tinha sofrido uma descida nos salários reais de 25% (em fins de 1984, 49%) e uma taxa de desemprego e subemprego na ordem dos 50%».

O texto integral pode ser lido em:

http://umoutroparadigma.blogspot.pt/2012/10/memorias-e-licoes-de-um-passado-recente.html


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