Publicado por: Duarte | 30 Novembro, 2012

Para onde encaminha este governo o SNS?

A grave crise económica, social e política que o País atravessa não pode nem deve ser dissociada da  profunda crise, com os mesmos contornos, que é evidente no EUA, na Europa e no Japão, países estes que na última década tem vindo a enveredar por conceitos e práticas neoliberais, práticas estas que se caracterizam por uma clara desregulação no setor  financeiro e no afastamento do Estado da economia, alegando que este só atrapalha, conferindo ao setor privado da economia, de uma forma progressiva, atuais funções do Estado na saúde, na educação e nos serviços sociais.

Pretendo com esta breve anotação demonstra-lo destacando o que de grave ocorre no Serviço Nacional de Saúde (SNS), recorrendo para o efeito das declarações de Mário Jorge, dirigente do Sindicato dos Médicos da Zona Sul, proferidas no decorrer do recente Fórum da Cidadania pelo Estado Social.

Estas declarações têm mais relevo após as afirmações que hoje (28-11-2012), Passos Coelho fez na entrevista na TVI, sobre cortes que pretende efetuar no SNS, no próximo ano.

Mário Jorge começa por referir que “Há alguns anos atrás poucos acreditariam que passados mais de 38 anos após a restauração da Democracia, na sequência da Revolução do 25 de Abril, estaríamos confrontados com uma situação grave de ameaça à continuidade do SNS por via de uma acção governamental profundamente hostil às políticas sociais.

É habitual ouvirmos o argumentário neoliberal a nível nacional e internacional contra os serviços públicos, apregoando que eles geram enormes desperdícios, são despesistas, não rentabilizam os recursos e são maus gestores.

No nosso país, esta campanha ideológica relativa à Saúde constitui um descarado exercício de desonestidade política.

O SNS, como instrumento operacional de garantia do direito constitucional à saúde, é a mais sólida realização social, humanista e gestionária do nosso regime democrático.

Com menores recursos e menores gastos do que a grande maioria dos países mais desenvolvidos, o nosso SNS atingiu excelentes indicadores de saúde que o colocaram nos primeiros lugares mundiais.

Dado que o restante texto de Mário Jorge é um autêntico manifesto do que de positivo foi feito no SNS até 2011 e de indignação pela destruição em curso no SNS, aconselho a leitura integral do mesmo que pode ler aqui , divulgando o mesmo como forma de despertar as consciências e evitar a calamidade que se abaterá sobre a sociedade portuguesa, se nada for feito que o impeça.


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