Publicado por: Duarte | 29 Dezembro, 2013

Uma deprimente mensagem de Natal

O Primeiro Ministro fez esta semana uma deprimente mensagem de Natal, prometendo mais uma vez o que não cumpriu nos últimos três anos.

Fez afirmações falsas sobre dados estatísticos, económicos e sociais, não enquadrados em termos comparativos, que tem levado muitos comentadores a afirmar, publicamente, que mentiu aos portugueses.

A jornalista Fernanda Câncio num artigo de opinião que se pode ver aqui faz uma breve cronologia de algumas afirmações de Passos Coelho desde 2010, ainda na oposição, até à que efectuou esta semana, onde se torna evidente o que concretizou foi o inverso do que prometeu.

No citado texto de Fernanda Câncio são referidos um conjunto de dados estatísticos, desde 2010 até 2013, que compilei no quadro seguinte, que demonstram em números que nada do que Passos Coelho, Paulo Portas e a Troika prometeram, se cumpriu.

Anos

Desemprego

Divida Pública

em %

PIB

em %

Défice em

% do PIB

2010

10,80%

92,4

1,9

7,3

2011

12,70%

107,2

-1,6

4,2

2012

15,70%

124,1

-3,2

6,4

2013*

17,40%

127,8

-1,5

5,9

* última previsão para 2013

O que estes números revelam é que o País está muito pior do que estava:

  • prometeram empregos e o desemprego está quase no dobro;

  • diziam que os sacrifícios e a venda das empresas públicas era para pagar a Dívida Pública e esta aumentou 90 400 milhões de euros, ou seja a dívida aumentou em 3 anos mais que nos 7 anos do governo de Sócrates;

  • referiam que o País iria recuperar, mas o que se vê é que nos últimos 3 anos o crescimento foi sempre negativo;

  • afirmavam que iam reduzir o défice das contas públicas, cortando nas “gorduras do Estado” mas o que os números revelam é que nunca cumpriram com as metas que estavam contempladas no Orçamento do Estado.

Na sua mensagem de Natal Passos volta a prometer, mas é por demais evidente que com o Orçamento do Estado que foi aprovado pela maioria PSD/CDS, onde estão contemplados brutais cortes aos rendimentos dos trabalhadores, dos pequenos e médios comerciantes, agricultores, prestadores de serviços e industriais, e de uma forma geral à classe média, mais uma vez esta restrições levam ao empobrecimento generalizado do País.

A pergunta que muitos fazem é “quando é que o Presidente da República põe termo a este descalabro”, pois manter esta trajectória até Outubro de 2015, data prevista para as eleições Legislativas, é correr o risco de gerar situações que ponham em causa o regime democrático que a maioria dos portugueses não aceitará.

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Responses

  1. Obrigado pelo texto que devorei. Apenas compro o DN à sexta-feira para ler
    o artigo da Fernanda. O atraso na leitura deve-se ao facto de ter estado,al-
    gumas semanas sem portátil, mas, ainda assim, vou passar a mensagem.

  2. Caro Duarte Nuno: Vivemos em Cleptocracia. Legitimada embora pelo voto, mas em Cleptocracia!
    A impunidade criminal das decisões políticas é o iman dos ladrões.
    Quadrilhas instaladas no PSD e no PS revezam-se no saque aos nossos impostos. Os lobbies pagam luvas para garantir os seu lucro indevido …
    Somos eleitores masoquistas chupados por sádicos corruptos…


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