Publicado por: Duarte | 19 Janeiro, 2015

Uma inútil mensagem de Natal

No Natal de 2013 publiquei um texto intitulado Uma deprimente mensagem de Natal” por ocasião da mensagem de Natal que Passos Coelho proferiu, onde afirmava que a mesma constituía um conjunto de “afirmações falsas sobre dados estatísticos, económicos e sociais, não enquadrados em termos comparativos, que tem levado muitos comentadores a afirmar, publicamente, que mentiu aos portugueses”.

Neste Natal de 2014, Cavaco Silva voltou a transmitir uma mensagem que a generalidade dos comentários preferem destacar a imagem de múmia que transparecia na televisão, e a irrelevância do texto que lia no tele-ponto.

Dos muitos textos publicados na comunicação social e na net, destaco o publicado aqui pelo militar de Abril, Major-General Pezarat Correia, de que destaco dois parágrafos.

O primeiro refere que “Já adivinhávamos o que viria no seu conteúdo, a colagem ao executivo que nos desgoverna, a identificação com as opções “austeritárias” da troika e do pós-troika, a justificação da recusa de qualquer assomo de ousadia, a insistência nas banalidades apelativas ao consenso em apoio da maioria, a repetição sistemática do “eu bem avisei” “.

O segundo parágrafo dá-nos a melhor definição da irrelevante personalidade do atual Presidente da República, com o seguinte texto, “continuo a encarar com alguma perplexidade a perfeição da natureza, porque há três mistérios humanos para os quais continuo a não conseguir descortinar a utilidade, a saber, as mamas do Homem, os testículos do Papa e as mensagens presidenciais de Cavaco Silva”.

Esta maioria neoliberal que nos desgoverna (governo e presidência), para além de deixar o País com a maior Dívida Pública da nossa História (mas garantiam que a iam reduzir), não cumpriram em nenhum dos orçamentos quanto à redução do Défice da Contas Públicas, deixando o País com o maior desemprego de sempre, para além de estar a ocorrer o período mais longo de redução da atividade económica, e de quebra do investimento.

Promoveram ainda um golpe demolidor aos reformados e aposentados, como nunca se tinha assistido na Europa, assim como um ataque irracional à classe média, com consequências devastadoras para a economia, educação, saúde, cultura e evolução tecnológica, com medidas que levaram ao despedimento de economistas e professores, médicos e enfermeiros, artistas e criativos, engenheiros e outros técnicos.

Para além do desastre governativo nestes últimos quatro anos, procuram deixar o País sem o controlo de instrumentos económicos determinantes, que constituíam as empresas públicas entretanto privatizadas, pois a experiência tem demonstrado que o Estado ao deixar de receber os lucros dessas empresas, com a privatização, as mesmas passaram a pagar, nalguns casos, menos de metade dos impostos (na base das contabilidades criativas), assim como a transferência para o estrangeiro dos centros de decisão, como o demonstro em “A outra face das Privatizações“.”.

A tudo isto, que teve e conivência de Cavaco Silva, nem uma palavra na sua mensagem de Natal, assim como para os mais de 250.000 portugueses obrigados a emigrar, na sua maioria quadros qualificados indispensáveis na nossa sociedade.


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