Publicado por: Duarte | 30 Junho, 2015

Os “méritos” do Capitalismo

Passados que estão oito anos da crise económica do Subprime que teve início nos EUA em 2008, que atingiu a Europa o designado “Mundo ocidental” em 2010, a estagnação económica veio para ficar.

Estagnação Económica que no Japão vai já em 22 anos consecutivos.

Na Europa, mesmo os mais beneficiados do sistema, como é o caso da Alemanha, França ou Reino Unido, o crescimento económico vai variando de 0,1% a 0,3% do PIB, com promessas (nunca concretizadas) de que para o próximo ano será maior.

Os últimos dados sobre a economia mundial demonstram que as economias dos países emergentes, como é o caso dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) são quem tem dado o maior contributo para o crescimento da Economia Mundial.

Os últimos dados sobre o crescimento da riqueza privada que podem ser vistos aqui revelam que a região mundial que mais aumentou em Acções, Títulos, Poupanças e Dinheiro foi a Ásia, que passou a ocupar o segundo lugar, ultrapassando a Europa.

Segundo a mesma informação, tudo indica que a região Asiática (que não integra o Japão), em 2019 ultrapassará a Região Norte-americana (EUA e Canadá), passando a ser a Região Mundial mais rica do mundo, provocando profundas alterações geou-estratégicas a nível político, económico e social.

Em recente artigo que publiquei aqui referia que “o mundo despertou para uma nova realidade, revelada pelo relatório de Outubro deste ano, do Fundo Monetário Internacional (FMI), de que o Produto Interno Bruto da China (em paridade do poder de compra), tinha ultrapassado os EUA, tornando-se por esse facto a primeira potência económica do Mundo

Será fácil de entender o fracasso deste Capitalismo Neoliberal, que privilegia os interesses dos mercados em vez dos interesses dos cidadãos, que procura esconder que se produzem casas, carros alimentos e outros bens necessários para amealhar bens financeiros, e não porque são necessários para satisfazer as necessidades básicas da população.

Num texto de João Pinto e Castro publicado no Jornal de Negócios, intitulado “Memorando para a salvação do capitalismo” está sintetizada a solução económica e social que nos pretendem impingir, quando refere que Quis-se, porém, acreditar que a eficiência do sistema poderia ser drasticamente melhorada se a componente social fosse restringida em favor do alargamento da esfera da liberdade empresarial e da desregulação dos mercados”.


Responses

  1. Cuidado porque a base de que se parte para calcular o crescimento do PIB não é a mesma. Na Zona Euro, com o estado social ao nível que chegou dificilmente o PIB crescerá mais que 3/4%…

  2. Bem observado. Mas sabe a pouco. Valia a pena desenvolver a tese e o argumentário. Importa também consignar a Ética e os valores universais ao crescimento brutal das economias chinesas, à situação de impasse na Rússia e em Angola por via do petróleo e ao crescimento interessante da Noruega e da Inglaterra, e já agora ds EUA, por exemplo, integrantes do mundo ocidental. Abraço.

  3. Para além dos aspectos relacionados com a dignidade e o bem-estar pessoal e social, o Estado Social tem um efeito positivo no crescimento económico, funcionando como estabilizador automático no lado da procura (rendimento) e sustentando uma oferta de serviços (emprego e produto).


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