Biografia

Fui registado com o nome de Duarte Nuno Alves Clímaco Pinto e nasci em 6 de Junho de 1939, na cidade de Torres Vedras – Estremadura, integrando uma família numerosa.

Iniciei a Escola primária na Cidade, onde também frequentei um curso médio, na Escola Comercial, seguido do Curso Industrial e, posteriormente, concluído uma Licenciatura em Ciência Política pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia, com especialização em Instituições Políticas e Administração Pública.

Tendo iniciado ainda com 18 anos, uma actividade política de oposição ao regime do “Estado Novo”, passei a viver na clandestinidade em 1962, para evitar a prisão pela PIDE (a Polícia Política do Regime).

Neste período (1962/63), estudei na ex-União Soviética, e após o regresso ao país integrei, na clandestinidade, a resistência ao Regime Salazarista.

Preso pela PIDE em 1965, nas instalações duma tipografia clandestina, no Bairro de Angola em Camarate/Loures, da qual era responsável, de onde saíam diversos folhetos e jornais com objectivos unitários, dirigidos a jovens, estudantes, camponeses, e contra a guerra colonial e ainda o jornal da Frente de Libertação Popular que, na ocasião, tinha a sua direcção na Argélia.

Condenado em Tribunal Plenário a 3 anos de prisão maior, mais 3 anos de medidas de segurança, no total de 6 anos, dos quais mais de 5 anos na Fortaleza de Peniche, fui libertado em 1970 e iniciado uma actividade profissional como Director Fabril.

Na actividade sindical assumi as funções de Presidente da Assembleia-geral do Sindicato das Madeiras, organização sindical que veio a integrar o actual Sindicato da Construção Civil.

No dia 25 de Abril de 1974 integrei um movimento de mobilização da população para se deslocar ao Forte de Peniche, no sentido de pressionar a libertação dos presos políticos que lá se encontravam, o que se concretizou.

Este movimento, em 27 de Abril, apelou à população de Torres Vedras para se concentrar no campo de futebol local, com o objectivo de eleger uma Comissão Administrativa para a Câmara Municipal, da qual passei a fazer parte, assim como, por nomeação, de Presidente do Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados.

Fomos de tal modo expeditos que Torres Vedras foi a terceira Comissão Administrativa a tomar posse, em Lisboa, no então Ministério do Interior.

De 1983 a 1998 fui eleito Vereador para a Câmara Municipal de Loures em regime de permanência, e nomeado Presidente do Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados de Loures de 1983 a 1990 e de Presidente do Conselho Directivo da AMAGAS, Associação de Municípios para o Gás Natural, durante dois mandatos.

Para a minha formação técnica e política contribuiu, em muito, a participação em dezenas de acções de formação, sobre os mais diversos temas.

Presentemente, para além da função de assessoria tenho como hobby a publicação de artigos de opinião em jornais nacionais e locais, desde o ano de 1998.