O Secretário Geral do Partido Socialista, António José Seguro, após uma reunião com o 1º Ministro Passos Coelho, para tomar conhecimento das linhas gerais do OE para 2012, com medidas extensíveis a 2013, disse à Comunicação Social que a posição do PS na Assembleia da República “a probabilidade de votar contra o OE seria de 0,0001%”.
Esta eventual colagem à estratégia do PSD/CDS, na ultrapassagem das dificuldades financeiras que o País atravessa, mas de âmbito nacional e internacional em que, pelo que já é público, se vão exigir violentos e brutais sacrifícios à esmagadora maioria de portugueses, onde nem a classe média escapa, assim como nada propõem para o crescimento económico, condição determinante para que o País possa amortizar a sua dívida externa, revela-se preocupante.
Mas o que é de todo incompreensível é o de nada se contrapor à reiterada afirmação do governo de que “a situação de endividamento público resulta da desastrada e incompetente atuação do governo anterior”, quando todas as instituições internacionais reconhecem que o endividamento público português, há data do derrube do anterior governo era considerada inferior a grande parte dos Países europeus, e que situações como o desemprego, défice das contas públicas e baixo crescimento do PIB é claramente imputado à crise económica internacional, tal como ocorre na maioria dos países, com destaque para os EUA, Inglaterra, Japão, França, Espanha, Itália, etc.
Após a leitura da Proposta de OE, todos os comentários são unânimes de que o mesmo só pode conduzir o País ao maior desastre económico, social e político de sempre, como os mais recentes dados estatísticos já o indicam.
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