Publicado por: Duarte | 6 Janeiro, 2010

Desmistificar a Dívida Externa

A Comunicação Social tem feito eco de afirmações de opinadores e comentadores, assim como de dirigentes partidários, sobre a gravidade do “endividamento” do País e das famílias e, particularmente grave, da Dívida Externa de Portugal.

Os comentários são vagos mas, com alguns números sonantes, procuram transmitir uma imagem de tal gravidade que são muitos os portugueses que já vêm o País na bancarrota.

Há 8 anos o alarme social sobre o tema economia, também foi utilizado, mas em torno do “défice excessivo das contas públicas, que serviu de base para a campanha eleitoral de Durão Barroso.

A mistificação em torno desta matéria levou o então Presidente Jorge Sampaio, a alertar de que “Há mais vida para além do défice” das contas públicas.

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Publicado por: Duarte | 15 Dezembro, 2009

A “quebra de valores” ou não ?

É vulgar encontrar-se na Comunicação Social escrita ou falada a afirmação, de comentadores superficiais, de que estamos a atravessar uma “quebra de valores”, quando se está perante notícias de violência doméstica, pedofilia, corrupção, criminalidade, restrições à liberdade, maus tratos de idosos e a crianças.

Esta interpretação fácil para estas situações levam-me a recordar uma palestra a que assisti, na Gulbenkian em 1998, feita pelo grande Humanista espanhol Federico Mayor, há data Director-Geral da UNESCO em torno do tema e a “não notícia”.

Referia Federico Mayor que, lamentavelmente, as “não notícias” raramente a comunicação as divulgava, correspondendo as mesmas a grandes avanços comportamentais da sociedade, nomeadamente nos valores morais e sociais, assim como nos económicos, na saúde, na educação, na justiça e no emprego, entre outros.

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Publicado por: Duarte | 23 Outubro, 2009

Como optimizar os Recursos Humanos no SNS ?

A Comunicação Social tem referido que diversos sectores do Serviço Nacional de Saúde (SNS), estão desfalcados de médicos, sem que se encontre solução final para este problema, nos tempos mais próximos.

As causas apontadas são diversas, insuficiência do número de novos licenciados nesta área, face às necessidades crescentes de uma população cada vez mais envelhecida, conjugada com a reforma de clínicos ou ainda por duas novas ordens de razão: a transferência de médicos para o sector privado (presentemente mais de 700 estão a tempo inteiro) ou para a emigração, onde só na Inglaterra já trabalham 108 médicos portugueses, estando a decorrer a contratação de mais 15 clínicos.

Os últimos governos, com início em António Guterres, procuram encontrar soluções, como foi o caso da abertura de novos cursos nesta área e aumentar o numero de vagas nos já existentes, solução que só terá resultados significativos após 10 anos, face à duração e especialização destas licenciaturas.

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